É praticamente inevitável, comer fora de casa deixou de ser uma prática reservada a ocasiões especiais e se tornou uma necessidade imposta pelos ritmos da vida atual. O que não é de todo mal, pois além de solucionar problemas como a falta de tempo ou a ausência de vocação culinária, a opção de comer fora pode ter suas compensações psicológicas. Sair para jantar fora é sempre uma boa oportunidade de passar bons momentos após um intenso dia de trabalho. E como não vivemos só de trigo, as impressões agradáveis que alimentam o espírito servem de contraponto para as extravagâncias que geralmente se comete nessas ocasiões. No entanto, antes que esse hábito contribua para o aumento de seu peso, do colesterol ou de outros problemas de saúde, é bom ficar atento e aproveitar as dicas a seguir. Afinal, o almoço no restaurante, o sanduíche na cafeteria ou a comida pedida pelo telefone não são desculpas para abandonar os cuidados com a alimentação. Pelo contrário, é fora de casa que os critérios alimentares se mostram mais necessários. Na rua , uma escolha desatenta pode ser uma experiência bastante desastrosa.
A escolha do restaurante é um dos primeiros requisitos. Além de higiênico, o local deve ser tranqüilo, pois uma boa refeição em um lugar barulhento pode ser transformar num prato indigesto. Por outro lado, convém evitar restaurantes desérticos – o movimento de clientes sugere uma rotação adequada dos alimentos e a possibilidade de comidas frescas. Se o restaurante não inspira muita confiança e não houver alternativas, evite pratos que apresentem perigo de provocar intoxicação, como os que contém ovos, maionese e cremes, as carnes mal passadas, os crustáceos (camarão, siri, etc.) e as saladas cruas. Um cuidado especial com as iguarias japoneses que levam peixe cru : além de rigorosamente frescas, só devem ser consumidas acompanhadas de raiz forte, o bactericida natural para os microorganismos que freqüentemente proliferam nessas carnes cruas quando expostas.
A opção mais segura e saudável são os legumes e verduras frescas e tenras, as saladas levemente cozidas (Al dente). Evite legumes e verduras muito cozidos, pois nesse estado já perderam praticamente todo o seu valor nutritivo.
Desconfie dos pratos à base de verduras e legumes, de aparência cremosa, como os suflês, crepes e tortas. Ainda que sugiram comida natural, esses pratos costumam incluir doses extras de manteiga, cremes e gorduras.
Os molhos devem ser servidos à parte, nunca excedendo duas colheres por prato. Um excesso de maionese ou molhos cremosos transforma um prato leve num indigesto concentrado de gordura. Para temperar as saladas prefira azeite de oliva e sal com moderação e limão para substituir o vinagre.
Opte por massas simples (alho e óleo, ao sugo, com verduras, ervas, etc.) e evite as cremosas ou acompanhadas de molho com carne.
Se for comer carne (especialmente a vermelha) opte pelas grelhadas, assadas ou cozidas, e evite, naturalmente, as gordurosas, fritas ou ao molho. Especialmente condenáveis são as carnes preparadas com creme de leite, como o estrogonofe , pois além de indigestas pela inadequada combinação alimentar, criam um meio ideal para a proliferação de microorganismos.
A combinação correta dos alimentos é outro fator importante, em especial para um bom rendimento no trabalho, após o almoço. Se você quer evitar aquela sonolência ou torpor pós-refeição, não combine proteínas de origem animal (carnes, ovos, leite e derivados) com leguminosas (feijões, vagem, ervilha, etc.), ou com amido (arroz, massas, batatas, trigo e derivados, etc.). O melhor acompanhamento para as proteínas são as saladas e os legumes, especialmente aqueles que não contém amido em sua constituição. Se optar por amidos, combine com verduras e feijões, mas exclua totalmente as carnes.
Resista à sobremesa. Doces após a refeição só vão aumentar o volume de calorias ingeridas, além de acidificar o sistema, dificultando a digestão e a assimilação de nutrientes. Se não puder evitar, opte por frutas – de preferência assadas ou cozidas – e deixe os doces para ocasiões especiais. O mesmo vale para o cafezinho. Substitua-o por um chazinho digestivo e , se sentir necessidade do café (ou do doce), consuma-o pelo menos duas horas após a refeição.
Quando se come com freqüência em restaurante há uma tendência a se repetir os mesmos pratos, mas o organismo aprecia a diversidade. É importante variar o cardápio e ampliar as opções de proteínas (carnes, peixes, ovos), de amidos e de legumes e verduras. Nesse sentido, os restaurantes do tipo “self-service” podem ser uma boa opção. Mas evite uma grande variedade de alimentos numa mesma refeição, para não confundir e saturar o sistema digestivo. Em síntese, coma simples mas diversifique no dia-a-dia.
Como orientadora alimentar e precursora do sistema Antidieta no Brasil tem ampla participação em congressos e eventos no País e no Exterior voltados para a reeducação dos hábitos alimentares na aquisição de uma melhor qualidade de vida. Visite seu site www.fatimahborges.com.br.
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Comentários |
Comentário de Mikelane em 03/11/2004 às 14:57hs. (horário de Miami)
Comentário de Silma Moreira em 21/01/2005 às 20:45hs. (horário de Miami)
Comentário de Edeilza Laurentino em 10/09/2006 às 19:36hs. (horário de Miami)
Comentário de Edeilza Laurentino em 10/09/2006 às 19:37hs. (horário de Miami)
Comentário de Tatiane em 10/09/2006 às 22:45hs. (horário de Miami)
Comentário de Danielle em 18/10/2006 às 10:14hs. (horário de Miami)
Comentário de Rose Dollmans em 07/02/2007 às 02:59hs. (horário de Miami)
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