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Opinião com Benito Pepe

Benito Pepe

27/11/2008 09:42

A filosofia e a astronomia: instâncias em que o Thauma aparece (Capítulo 1)

Por Benito Pepe


Segue a introdução, as considerações finais e a bibliografia de minha monografia apresentada na PUC-Rio, como um dos requisitos para conclusão do curso de Especialização em Filosofia Contemporânea. Posteriormente publicaremos partes dos capítulos.

Pretendemos nesta monografia mostrar a importância e a participação da Astronomia (e/ou física) no espanto, no thauma filosófico, que ocorre desde os primórdios da filosofia lá no final do século VII a.C; ressurge na modernidade (séculos XVI e XVII) com muita veemência; e por fim tem novo papel com a “nova cosmologia” do século XX na contemporaneidade, com Einstein na teoria da relatividade e com Heisenberg na física quântica. Perceberemos que tanto a Astronomia influenciou a Filosofia, como esta implicou naquela.

No primeiro capítulo discorremos como se deu a “evolução” do pensamento da astronomia na antiguidade e a passagem do mito à filosofia uma “nova maneira de pensar”; damos alguns exemplos de mitos e visões cosmogônicas do universo; lembramos a cosmologia em sua origem racional embora ainda muitas vezes pautada nos sentidos e com suas “visões equivocadas”, exemplo de Aristóteles e outros, como foi o caso do Geocentrismo. De qualquer maneira nessa época o contato com a natureza era através de uma visão imanente e de um sentido mais amplo de pertencimento a ela.

No segundo capítulo explanamos a retomada do racionalismo na idade moderna - a importância da “razão matemática” em Galileu Galilei (na astronomia); Descartes (na filosofia); Copérnico e Isaac Newton (astronomia - física) e Kant (filosofia). Como veremos a retomada do racionalismo na idade moderna evidencia mais uma vez as questões astronômicas e os estudos da física que ocorrem nesse período, e mais uma modificação no pensamento – aqui há o afastamento do geocentrismo e da “importância” deste homem – egocentrismo. Ocorre o “re-surgimento” do heliocentrismo agora de maneira “definitiva” – mas sabemos hoje: estamos num cantinho da Galáxia... não somos o centro do universo e nem sabemos se há um centro. Nesse momento o homem está bem afastado do sentido existencial da natureza, há uma clara dificuldade de se compreender o mundo natural em sua inteireza.

No terceiro capítulo no que tange à contemporaneidade damos ênfase à fenomenologia e a questão do esquecimento do Ser mencionada por Heidegger em uma analogia com o esquecimento do Céu, nossa origem cósmica; somos poeira das estrelas... Desta maneira o espanto, o Thauma que origina a Filosofia e a Astronomia não pode ser esquecido, não podemos perder o sentido da existência, o espanto não pode acabar. Nesse momento reaparece com a física quântica e a nova cosmologia a inteireza do cosmos com o homem e o Todo da existência.

Considerações Finais
Podemos meditar que “só” teríamos consciência que “existimos”, no sentido mais profundo da palavra, através dos estudos da fenomenologia ou fenomenólogos. Da mesma maneira só poderíamos ter consciência de nossa origem cósmica através dos estudos da astronomia e da cosmologia.

Certamente Galileu Galilei1, entre outros astrônomos da chamada modernidade, tinha uma visão de fenômeno bem diferente das que têm os estudiosos da nova astronomia na contemporaneidade, como é o caso dos estudos da física quântica e seus desdobramentos teóricos, ainda tão embrionários, mas inimagináveis naquela época. Entretanto poderíamos considerar Galileu como aquele que por primeiro toma a iniciativa de observar os fenômenos do cosmos com “outros olhos” em dois sentidos: 1) não eram mais nus, pois se utilizava de um instrumento, uma luneta, para observar o Céu; 2) se utilizava da matemática nos seus estudos experimentais da natureza (elaborando algumas leis entre elas a lei da queda livre dos corpos).

Com o advento da física quântica a idéia de fenômeno, no que se refere à cosmologia muda substancialmente, o sentido de “existência” também; da mesma maneira as “certezas” de outrora agora com o “principio da incerteza” de Heisenberg2 modificam nosso pensamento quanto à questão da existência, como diz Andreeta:

Sabemos que tudo o que existe no nosso universo (e também nós mesmos) é constituído de minúsculas partículas de matéria e de energia, e que forças naturais atuam sobre essas partículas, aglomerando-as para formar tudo o que existe. Porém, hoje não existe mais distinção entre matéria e energia. Segundo Einstein, matéria e energia são dois estados diferentes de uma mesma “substancia quântica universal”. Os conhecimentos científicos atuais parecem, portanto, convergir com os da filosofia antiga, que afirmam que tudo o que existe deve provir de uma única fonte. (2004, p.9).

Outra questão que não podemos desconsiderar é que hoje os Astrônomos estudiosos dos fenômenos observacionais estão constantemente em uma corrida com os Astrônomos que estudam teoricamente este mesmo universo, às vezes surgem teorias que só serão comprovadas muito tempo depois com a observação, como já ocorreu; outras vezes as observações extraordinárias estão na frente e espera-se uma teoria para explicar ou entender esses fenômenos.

Na verdade muitos fenômenos parecem inexplicáveis para o homem, contudo da mesma forma que este ser que é capaz de perguntar sobre o Ser, talvez nunca tenhamos as respostas. Entretanto isto não significa que não devamos continuar na busca, aliás isto é uma das características deste homem, um constante desbravador... um constante questionador, um ser em thauma por natureza, como também o é a própria natureza, o cosmos, o universo.

A revolução no pensamento que ocorre na modernidade quando o homem “destrói” o cosmos grego, com Copérnico, Galileu e Descartes, ocorre também, de forma não tão elementar, na contemporaneidade. As revoluções que ocorrem no pensamento com Darwin, Freud e Einstein na contemporaneidade ainda não foram amplamente absorvidas pela humanidade; no fundo nem mesmo muitos fatos da modernidade com Copérnico, Galileu, Giordano Bruno entre outros, também não o foram.

Como nos relembra Michel Foucault, em Arqueologia das Ciências e História dos Sistemas de Pensamento:

Freud fala, em algum lugar, que há três grandes feridas narcísicas na cultura ocidental: a ferida imposta por Copérnico; aquela feita por Darwin, quando ele descobriu que o homem descendia do macaco; e a ferida feita por Freud, já que ele próprio, por sua vez, descobriu que a consciência repousava na inconsciência. (2000, p.43).

De qualquer maneira provavelmente em um futuro não muito distante a humanidade compreenderá a nova revolução trazida por Einstein e pela física quântica no século recentemente findado.

Hoje percebemos claramente uma nova revolução científica em todos os campos do conhecimento, porém muitos não são sabedores que tantas destas tecnologias que usamos como: microondas, Cds, aparelhos de raios-X, entre outras, provém dos conhecimentos da física quântica. Sim, é a nova física revivendo, ou melhor, relembrando a importância da velha física, e agindo no mundo desde os primórdios gregos.

O nosso desenvolvimento (nossa evolução) passa por uma fase de grande transformação intelectual. Da mesma maneira que a humanidade vai aos poucos saindo do campo para as cidades, ou seja, em um êxodo rural, nosso trabalho vai deixando o uso braçal para o intelectual, de forma nunca antes imaginada. Nossa desterritorialização (para usar um conceito Deleuziano) requer um esforço acelerado e a criação de “novos territórios”.

Agora o senso comum não tem mais o mesmo valor, a “necessidade” de especializações nas diversas áreas, faz com que um indivíduo ou pequenos grupos, tome para si “conhecimentos” que antes não eram tão segmentados e podiam ser compartilhados com um grupo muito maior de pessoas. Hoje o conhecimento mais do que nunca é estreitado e especializado (um generalista sabe um pouco de tudo, um especialista sabe um muito de pouco) e assim ocorre com a humanidade, mas essa massa toma “conhecimento” e utiliza-se das novas descobertas sem mesmo imaginar como elas chegaram àquele ponto, e toda essa tecnologia contribui para impulsionar o esquecimento do ser; assim o espanto passa a estar nos diversos fetiches, “brinquedos”, mimos que são criados para nos encantar.

O homem da contemporaneidade atribuído de tantas tarefas e rotinas, não percebe de imediato as novas revoluções no pensamento que ocorrem com Einstein e a física quântica, ou melhor, percebem mas não sabem de onde vem. Nem mesmo nós que estudamos as relações da Astronomia e da filosofia podemos imaginar o que de fato ocorrerá com o pensamento nos próximos séculos depois de começarmos a entender que “tudo faz parte de um Todo” e, continuando com as palavras de Andreeta:

Vistos no plano atômico, todos os corpos que constituem o universo do ser humano possuem um comportamento dinâmico de troca de partículas. Os átomos que estão agregados aos corpos não são permanentes. Eles fluem constantemente através dos corpos sólidos: a pedra e o corpo físico humano compartilham os mesmos átomos. (...) Como os átomos fluem constantemente de um corpo para outro, a separação entre os corpos é, portanto, ilusória. Mesmo que o ser humano queira, não pode se isolar dela e de nada. (2004, p.20).

A física quântica, ainda que não seja plenamente entendida, já modifica a vida das pessoas, como ocorreu com a revolução do pensamento na modernidade. Após um período de Crise da razão, principalmente nos pós-guerras, vivemos um novo momento neste início do século XXI altamente revolucionário, conseqüência de diversos fatores como: a Internet, a globalização, e uma série de tecnologias, que estão promovendo novas mudanças no pensamento em diversos campos como: sociais, políticos, morais, econômicos, literários, artísticos e religiosos; fatos também ocorridos na idade moderna de Copérnico e Galileu, e que agora ocorrem de maneira extraordinária com Einstein e com a física quântica e seus novos produtos.

Mas com tudo isso não podemos nos afastar do thauma originário, do espanto que faz com que estejamos aqui; o Poder de Ser. Precisamos voltar às origens, precisamos voltar a ser crianças, precisamos re-des-cobrir a epifania manifesta no mundo, na vida! Nas palavras de Brockelman:

O que se reclama, então é uma nova maneira de ver as coisas que possa nos ajudar a viver de forma mais apropriada na natureza; na inesquecível expressão de Emily Dickinson, trata-se de ver as coisas com “um olho desguarnecido”. Precisamos nos deslumbrar com o extraordinário milagre da vida, com a espantosa epifania que ela manifesta. Precisamos ser tocados e transformados em nosso âmago.
Talvez nossa cultura industrial moderna esteja passando por essa transformação em seu modo de ver as coisas, e talvez uma mudança de paradigma esteja permitindo ver a natureza e a vida com novos olhos. (2001, p.25).

Essa mudança de paradigma, sem precedentes é sem duvida a física quântica e toda a nova revolução que ela vem causar ao pensamento. Então teremos mais uma vez a Astronomia ou física influindo na maneira de pensar; e dessa vez esperamos que proporcione com este novo Thauma um retorno ao sentido do Ser e a um relembrar do Céu.

1. Galileu Galilei (1564-1642) é conhecido como um dos pais da física moderna. 2. O princípio da incerteza de Heisenberg consiste num enunciado da mecânica quântica, formulado inicialmente em 1927, impondo restrições à precisão com que se podem efetuar medidas simultâneas de uma classe de pares de observáveis. Por exemplo: não se pode saber ao mesmo tempo a posição e a velocidade de um elétron.

Referências Bibliográficas

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BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Edições Paulinas , 1985.

BROCKELMAN, Paul. Cosmologia e criação: a importância espiritual da cosmologia contemporânea. 1.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2001.

CHÂTELET, François. Uma história da razão: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.

CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 13.ed. São Paulo: Ática, 2005.

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CHERMAN, Alexandre. Cosmo-o-quê?: uma introdução à cosmologia. 1.ed. Rio de Janeiro: Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro, 2000.

. Sobre os ombros de gigantes: uma história da física. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004.

DELACAMPAGNE, Christian. História da filosofia no século XX; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.

DESCARTES, René. Discurso do método. Tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L & PM Pocket, 2005.

FOUCAULT, Michel. Arqueologia das ciências e história dos sistemas de pensamento. Ditos e escritos II, Manuel Barros da Motta (Org.) 1.ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000.

GLEISER, Marcelo. A harmonia do mundo: aventuras e desventuras de Johannes Kepler, sua astronomia mística e a solução do mistério cósmico, conforme reminiscências de seu mestre Michael Maestlin. 1.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

HADOT, Pierre. O que é a filosofia antiga? 2.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004.

HAWKING, Stephen. O universo numa casca de noz; tradução de Ivo Korytowski; 6.ed. São Paulo: Arx, 2002.

HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo; tradução de Márcia Sá Cavalcante Schuback; Petrópolis: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2006.

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JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.

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MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.

______________. Textos básicos de filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.

NOVELLO, Mário. O que é cosmologia?: A revolução do pensamento cosmológico. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006

POWELL, Corey S. A equação de Deus: como Einstein transformou o conceito de religião. Tradução Ivo Korytowski. 1.ed. São Paulo: Arx, 2005.

NUNES, Benedito. Heidegger & Ser e tempo. 2.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004.

REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia, 7v.; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006.

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Empresário, Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista,  Palestrante, Facilitador, Instrutor e Professor. Pós-graduado em Administração Estratégica de Empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea;  e  Filosofia Antiga. Palestrante por paixão, Benito estuda e versa sobre diversos temas tais como Astronomia; Filosofia; Religião; Administração; e Marketing, Além de Assuntos da Atualidade. Dessa maneira suas  Palestras e Treinamentos de Equipes têm um Diferencial Especial. Visite o seu Site/blog >> www.benitopepe.com.br

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Comentários

Comentário de Rafael Haddock-Lobo em 27/11/2008 às 15:31hs. (horário de Miami)


Parecer sobre a monografia "A filosofia e a astronomia: instâncias em que o thauma aparece", de Benito dos Santos Pepe.

A monografia de Benito, sob um aspecto geral, apresenta um tema que merece, logo de início, louvor por seu caráter autêntico. Tal tema - a relação entre a filosofia e a astronomia - nunca fora antes calmamente explorado sob seu aspecto filosófico. E, nesse sentido, o texto de Benito serve como uma interessante inspiração para se pensar tal relação.

Além disso, cabe que se ressalte a pertinente divisão da monografia, que ajuda ao leitor se localizar historicamente no tema.
Como leitor leigo, gostaria de sublinhar meu aprendizado em tal leitura que tem, a meu ver, uma das mais importantes postura que a filosofia deveria adotar: a preservação e a vontade de manter preservado o espanto!

Se, retomando Derrida, a filosofia deveria aprender a tremer e a suportar o tremor, tal como Abraão frente à sua tarefa silenciosa, do mesmo modo o pensamento espantado e espantoso deveria ser aquele que mantém sempre certo frescor como aquele que temos como quando, pela primeira vez, bem distante da cidade, no campo, na praia ou na serra, nos assombramos com a infinitude do céu.

Fico muito feliz por ter acompanhado em grande parte o percurso do Benito, e sincera e felizmente surpreso de ele ter conseguido estruturar este belo texto (devido à dificuldade do tema). Por experiência própria, sei do risco que corremos quando pretendemos trilhar um terreno em que não há muitos textos de comentadores para nos apoiarmos - e com isso corremos o risco de cairmos em nossas opiniões e achismos. Mas outro dos méritos deste trabalho consiste na persistência e na seriedade com a qual o autor percorreu seus estudos.

Por essa razão, não poderia atribuir senão a nota máxima a este trabalho (10,0) e parabenizar tanto o Benito, por tudo o que foi aqui dito, mas também ao Marcus, por aceitar esta empreitada e por orientar tão bem os meandros desta monografia.

No mais, coloco-me à disposição para quaisquer dúvidas e deixo aqui meus (celestiais) abraços,

Rafael Haddock-Lobo

HADDOCK-LOBO Cursou graduação em Filosofia pela UFRJ e mestrado e doutorado em Filosofia na PUC-Rio. Atualmente é Pesquisador Pós-Doutor USP/FAPESP

Comentário de Luciano Mendes em 04/12/2008 às 19:09hs. (horário de Miami)

Parabéns!
Professor, parabens pela monografia, muito legal, palavras bem colocadas e estudadas, ficou show!!!!! PARABENS PELO SEU SERVIÇO!!!!

Comentário de geraldo em 11/12/2008 às 17:19hs. (horário de Miami)

parabens benito!!!!!!!
fala meu amigo e professor ,é um prazer comentar o seu artigo que é sempre nota 100!!!!!o pouco que eu sei de filosofia eu agradeço a vc que vc continue sempre assim.UM dia quando eu ficar mais velho e meu filho me perguntar se eu sei alguma coisa sobre filosofia eu lhe direi sim eu sei pois eu aprendi com o benito pepe rs rs rs um abraço do seu aluno geraldo do colégio exato.


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