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Segundo Renato Janine, a palavra paixão vem do grego - pathos. A palavra aparece em português em patologia. Desde o século XVIII a paixão adquiriu um sentido especial: amor - paixão. Segundo Stendhal, há vários tipos de paixão. O amor físico - puramente físico; o amor jogo - é o amor que estava em voga nos séculos XVII E XVIII: tudo é cor-de-rosa-; o amor paixão - é um amor que está surgindo com força no século XIX. Stendhal tenta traçar o nascimento desse amor. A partir daí, segundo Stendhal, surge a dúvida. Há o primeiro desgosto. Nós temos que ter esse jogo entre a satisfação e insatisfação. A construção do amor-paixão se dá entre esperanças e medo. Segundo Renato, na tese Stendhaliana, precisa haver essa alternância de esperança e medo, em doses mais variáveis para que o amor se prolongue. A moral dessa estória, ainda segundo o palestrante, é que a imaginação é elemento extremamente forte. O romantismo vai celebrar o amor paixão. Ele se sustentava na idéia de que no fundo do coração está a verdade. No século XVIII, Rousseau diz que a verdade parte do coração. Temos a literatura romântica que celebra esse amor paixão mas que não dá certo neste mundo. Neste mundo, acrescenta Janine, não comporta as verdades do coração. Hoje, segundo o palestrante, vivemos em uma sociedade na qual um dos maiores produtos vendidos é o amor-paixão. Ela é, em boa parte, um produto de consumo. Para concluir, Janine pergunta por que será que damos mais importância à paixão do que ao amor? Seria possível administrar a paixão?
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