A saga que mudou o conceito de quadrinhos está de volta numa coleção luxuosa. Desde que conquistou o prêmio World Fantasy Award, em 1991, antes restrito à literatura convencional, Sandman vem extrapolando os domínios da nona arte. A mais premiada e colecionada série dos anos 1990 chega, em setembro, ao segundo volume: A Casa de Bonecas. Como todos os números da Biblioteca Sandman, a edição será toda em cores, capa dura, guardas e papel couchê.
Na trama central, a jovem e impetuosa Rose Walker faz uma viagem misteriosa. Nela, encontra parentes há muito perdidos, uma convenção de serial killers e, finalmente, descobre sua verdadeira identidade. Ao mesmo tempo, o Mestre dos Sonhos tenta controlar o caos no seu próprio reino e descobre que ele tem relação direta com Rose. Morpheus parte então para desvendar esses mistérios, mas ignora que o espetáculo é controlado pelas mãos de alguém vaidoso e surpreendentemente próximo.
A obra de Sandman mistura mitos modernos, fantasia sombria e lendas. Os dez livros da coleção, quadrimestral, podem ser lidos em seqüência ou como volumes individuais. Ilustrado por um elenco rotativo, o número dois reúne desenhistas como Mike Dringenberg, Malcolm Jones III e Steve Parkhouse.
Sandman é um marco no mundo dos quadrinhos. É admirado no mundo todo e tem fãs como Norman Mailer, ganhador duas vezes do prêmio Pulitzer, e Alan Moore, roteirista e autor de obras-primas como Watchmen, V de Vingança, Miracleman e Monstro do Pântano. Antes de Sandman, nenhuma obra em quadrinhos tinha conseguido aliar tanto sucesso de crítica, de origens tão variadas, a uma performance avassaladora nas bancas. "O Sandman de Neil Gaiman é brilhante", diz Moore.
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