A obra que melhor representa o itinerário de Karl-Otto Apel é Transformação da filosofia , uma coletânea de ensaios que vai de uma reinterpretação pragmática e hermenêutica do pensamento de Wittgenstein rumo à fundação de uma filosofia capaz de evitar o absurdo da falta de fundamento. Apel renovou os fundamentos filosóficos necessários mediante um amplo confronto conceitual com o pensamento de Peirce e com a problemática semiótica geral de uma pragmática dos signos no sentido de Morris. Sua abordagem do assunto consolida-se em última análise num projeto original e pessoal: uma transformação semiótica da filosofia transcendental baseada não conceito de comunidade de comunicação. No volume I de Transformação da filosofia: Filosofia analítica, semiótica, hermenêutica. Apel afirmará que uma das tarefas essenciais da filosofia hoje consiste em justificar criticamente as abstrações da teoria das ciências particulares em vista de interesses cognitivos humanos, ou seja, anulá-las no sentido de uma mediação entre teoria e práxis.