ELIZABETH GREEN
É possível continuar na Igreja e participar ativamente do movimento feminista?
A pergunta só soa estranha se forem esquecidos dos fatos intimamente ligados entre si: a tradição machista do cristianismo e a emergente consciência das mulheres de não poderem permanecer subalternas.
A resposta de Schüssler Fiorenza é positiva tanto no aspecto teórico quanto no prático.
Por um lado, o objetivo teológico que ela persegue é a recuperação da memória das mulheres; por outro, a elaboração de uma teologia crítica da libertação, que começa com a experiência das mulheres caracterizada pela opressão patriarcal, que não é só sexista, mas também classista.
Isso significa que a teologia feminista não deve interessar-se somente pelas mulheres, mas também pelas estruturas injustas, quer sociais, quer simbólicas, que a teóloga, operante nos Estados Unidos desde o início dos anos 70 do século XX, batiza com o neologismo de kiriarquia.
Idioma: português de Portugal.
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