A eterna luta entre o bem e o mal, paixões humanas em conflito, o dilema da escolha entre o amor e a vocação, somados à magia e ao ocultismo do Oriente milenar, compõem o empolgante enredo, cheio de muita aventura e ação, de Príncipe Sidarta ? As quatro verdades. O livro, como diz o próprio título, traz como personagem principal um dos maiores vultos da história: o príncipe Sidarta, que tornou-se o Buda e, assim como Cristo, deu origem a uma das grandes religiões da humanidade.
A trama central neste segundo volume da série, composta por três livros, aborda as artimanhas de Mara, o deus do Desejo, para impedir que Sidarta alcance a iluminação. Após deixar o pai, a esposa, o filho e o luxo do seu palácio, o príncipe parte em sua busca do conhecimento, adotando uma vida de asceta. Mestres e doutrinas se sucedem na peregrinação até que ele obtenha a sabedoria necessária para alcançar a árvore das quatro verdades. Sua jornada, porém, está repleta de ilusões, armadilhas e labirintos criados por Mara para seduzi-lo e tirá-lo do caminho. Das armas utilizadas pelo inimigo contra príncipe, a mais forte é justamente aquilo que todos procuram e somente poucos encontram: o amor verdadeiro.
A paixão pela rainha Narayani, a reencarnação da eterna amada de Sidarta através de inúmeras vidas, é uma das provas que o herói precisa superar. Outras renúncias lhe são exigidas e muitas batalhas espirituais travadas em sua trajetória rumo às árvores das quatro verdades, plantada no seio do reino de Mara e aos pés da qual obterá a iluminação. Lá, os dois inimigos travam o último e decisivo combate, no qual o príncipe precisa passar incólume por três tentações para obter as verdades e se tornar Buda. O desfecho é eletrizante. Mas como o bem é eterno, o mal também. E voltará. Rica em informações, a narrativa de Patricia Chendi nos leva a um passeio pelo século V antes de Cristo, nos banha nas águas da mitologia hindu e oferece uma aula sobre os ensinamentos de Buda de forma concisa, espiritualizada e divertida.